Projeto de Incentivo à Permanência de Estudantes Cotistas, do Centro de Estudos Afro-Orientais(CEAO/UFBA)
Objetivo Geral
Consolidar o Programa de Ações Afirmativas da UFBA.
Cursos de Inglês, Produção de Textos e de Informática
Oficina Discutindo Inclusão e Cidadania – ciclo de debates com a participação de lideranças de organizações negras e de terapeuta ocupacional (expressão corporal)
Mostra de Cinema da Diáspora – mostra de filmes relacionados à temática étnico-racial.
Consolidar o Programa de Ações Afirmativas da UFBA.
Objetivos específicos:
- Ampliar as oportunidades de permanência na universidade para alunos negros, de escola pública e de baixa renda, estimulando o desenvolvimento de habilidades que serão de fundamental importância durante sua formação acadêmica;
- estimular o conhecimento da história e cultura afro-brasileiras;
As(Os) estudantes freqüentam os mais variados cursos: História, Pedagogia, Farmácia, Engenharia Mecânica, Química, Letras, Administração, Ciências Contábeis, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Secretariado Executivo, Comunicação, Design, etc...
AÇÕES DESENVOLVIDAS
Cursos de Inglês, Produção de Textos e de Informática
Oficina Discutindo Inclusão e Cidadania – ciclo de debates com a participação de lideranças de organizações negras e de terapeuta ocupacional (expressão corporal)
Mostra de Cinema da Diáspora – mostra de filmes relacionados à temática étnico-racial.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Pesquisa: Aluno de escola pública é o mais beneficiado
24/09/2008 - 20h28
Os alunos de escolas públicas são os mais beneficiados com a política de cotas adotada pelas universidades públicas do país. Em seguida, estão os indígenas e depois os negros. É o que revela o Monitoramento das Políticas de Ação Afirmativa, divulgado hoje (24), pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio. De acordo com levantamento, cerca de 60% das universidades estaduais e federais do país adotam algum tipo de ação afirmativa. Dessas, quase a metade (42%) são cotas. Entre as universidades que fazem reserva de vagas, a maioria é para alunos de escolas públicas (82%), 59% indígenas e 58%, negros. As modalidades podem ser oferecidas simultaneamente. Segundo uma das coordenadoras da pesquisa, a antropóloga Elielma Machado, apesar de as cotas raciais não serem tão predominantes quanto as outras duas, são alvo muito mais freqüente de críticas na sociedade. Para ela, uma explicação para o fenômeno está no racismo. "Esse é um tema que ainda hoje é muito delicado porque muitos acham não existe. Então, quando se fala na necessidade de ter uma cota para negros, é como se fôssemos obrigados a reconhecer o racismo no Brasil e como isso impede a entrada de negros na universidade", avaliou. O levantamento da PUC aponta sete tipos de ações afirmativas em dez instituições pesquisadas. Além da reserva de vagas para alunos de escolas públicas, indígenas e negros, há também programas para inserir deficientes físicos, assentados da reforma agrária, quilombolas e alunos provenientes de cidades do interior. Além das cotas, também faz parte da política de ações afirmativas a criação de vagas extras nos cursos, principalmente para alunos indígenas e também a adição de pontos no vestibular.
Fonte: Agência Brasil
Os alunos de escolas públicas são os mais beneficiados com a política de cotas adotada pelas universidades públicas do país. Em seguida, estão os indígenas e depois os negros. É o que revela o Monitoramento das Políticas de Ação Afirmativa, divulgado hoje (24), pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio. De acordo com levantamento, cerca de 60% das universidades estaduais e federais do país adotam algum tipo de ação afirmativa. Dessas, quase a metade (42%) são cotas. Entre as universidades que fazem reserva de vagas, a maioria é para alunos de escolas públicas (82%), 59% indígenas e 58%, negros. As modalidades podem ser oferecidas simultaneamente. Segundo uma das coordenadoras da pesquisa, a antropóloga Elielma Machado, apesar de as cotas raciais não serem tão predominantes quanto as outras duas, são alvo muito mais freqüente de críticas na sociedade. Para ela, uma explicação para o fenômeno está no racismo. "Esse é um tema que ainda hoje é muito delicado porque muitos acham não existe. Então, quando se fala na necessidade de ter uma cota para negros, é como se fôssemos obrigados a reconhecer o racismo no Brasil e como isso impede a entrada de negros na universidade", avaliou. O levantamento da PUC aponta sete tipos de ações afirmativas em dez instituições pesquisadas. Além da reserva de vagas para alunos de escolas públicas, indígenas e negros, há também programas para inserir deficientes físicos, assentados da reforma agrária, quilombolas e alunos provenientes de cidades do interior. Além das cotas, também faz parte da política de ações afirmativas a criação de vagas extras nos cursos, principalmente para alunos indígenas e também a adição de pontos no vestibular.
Fonte: Agência Brasil
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
A Cor da Cultura
Para valorizar o patrimônio da cultura negra brasileira, a Petrobras, a SEPPIR, o Centro Brasileiro de Identidade e Documentação do Artista Negro (CIDAN), a TV Globo e a Fundação Roberto Marinho, por meio do Canal Futura, desenvolveram em parceria o projeto A cor da cultura.
O projeto é uma das ferramentas para a implantação da Lei Federal 10.639/03, que institui o ensino de História e Cultura da África e das Populações Negras Brasileiras na grade curricular do ensino fundamental e médio das escolas públicas e privadas de todo o país. Para tanto foram criados 56 programas de TV, além de conteúdos impressos sobre a cultura negra brasileira, que foram disseminadas para escolas de vários estados do país. Para isso, os professores estão sendo capacitados para utilizá-lo em sala de aula, sendo acompanhados nessa implementação. Todos os conteúdos estão disponíveis na internet em www.acordacultura.org.br
Resultados
Na primeira fase da iniciativa, entre 2004 e 2006, foram alcançadas com êxito as seguintes metas:
- Implementação em 31 secretarias municipais de educação para o atendimento do ensino fundamental;
- Distribuição de kits para 2 mil instituições participantes;
- Formação de 3 mil educadores nas capacitações;
- 90 mil alunos beneficiados;
- 23 milhões de espectadores através do Canal Futura;
- Outros milhões de espectadores acessaram os conteúdos pela exibição dos programas na TVE, TV Escola, Canal Brasil e TV Salvador.
As demandas da sociedade e a iniciativa dos diferentes parceiros trouxeram resultados para além das metas estabelecidas que resultaram em:
- Distribuição pelo MEC/ TV Escola de 75 mil caixas de DVDs para escolas públicas com programas A Cor da Cultura;
- Distribuição pelo MEC/ SECAD de 1 mil kits A Cor da Cultura para escolas-pólo;
- Capacitação customizada para educadores de Educação Infantil (segmento não-previsto no projeto) nas prefeituras de São Luis, Campinas, Santo André e Porto Alegre;
- Capacitação de 80 educadores do Movimento dos Sem Terra (MST) para atender 2.300 escolas públicas;
- Inclusão de educadores de cursos de extensão e de formação de professores na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Universidade Federal de Sergipe (UFS);
- Capacitação específica para a Rede Educafro que gere 80 cursos pré-vestibulares comunitários na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ);
- Distribuição pela TV Globo de 2 mil kits para escolas do projeto Amigos da Escola;
- Capacitação de educadores de todas as 40 escolas da Fundação Bradesco e de 16 escolas SESI e SENAI no Rio de Janeiro.
Fase 2
Desde o encerramento da fase de implementação do projeto, as entidades parceiras de sua realização vêm recebendo demandas de prefeituras, universidades, ONGs, educadores e pesquisadores interessados no material desenvolvido e na sua metodologia de utilização pedagógica. Por isso, agora, no final de 2008, o projeto entra em sua segunda fase com o objetivo de ampliar a articulação de redes educacionais em grande escala, possibilitando o acesso a conteúdos teóricos e práticos para atingir um grande contingente de educadores, articuladores sociais e gestores públicos.
Novos conteúdos relacionados à História da África serão adicionados aos kits, e a articulação institucional será ampliada, especialmente junto ao Ministério da Educação, ao Ministério da Cultura e à Fundação Cultural Palmares. As ações serão expandidas para mais 30 cidades-pólo, com a capacitação básica das equipes técnicas das secretarias escolares. A meta, até 2010, é capacitar mais 3 mil multiplicadores nas redes de ensino, nas ONGs e Pontos de Cultura locais.
Fonte: http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/seppir/acoes/
O projeto é uma das ferramentas para a implantação da Lei Federal 10.639/03, que institui o ensino de História e Cultura da África e das Populações Negras Brasileiras na grade curricular do ensino fundamental e médio das escolas públicas e privadas de todo o país. Para tanto foram criados 56 programas de TV, além de conteúdos impressos sobre a cultura negra brasileira, que foram disseminadas para escolas de vários estados do país. Para isso, os professores estão sendo capacitados para utilizá-lo em sala de aula, sendo acompanhados nessa implementação. Todos os conteúdos estão disponíveis na internet em www.acordacultura.org.br
Resultados
Na primeira fase da iniciativa, entre 2004 e 2006, foram alcançadas com êxito as seguintes metas:
- Implementação em 31 secretarias municipais de educação para o atendimento do ensino fundamental;
- Distribuição de kits para 2 mil instituições participantes;
- Formação de 3 mil educadores nas capacitações;
- 90 mil alunos beneficiados;
- 23 milhões de espectadores através do Canal Futura;
- Outros milhões de espectadores acessaram os conteúdos pela exibição dos programas na TVE, TV Escola, Canal Brasil e TV Salvador.
As demandas da sociedade e a iniciativa dos diferentes parceiros trouxeram resultados para além das metas estabelecidas que resultaram em:
- Distribuição pelo MEC/ TV Escola de 75 mil caixas de DVDs para escolas públicas com programas A Cor da Cultura;
- Distribuição pelo MEC/ SECAD de 1 mil kits A Cor da Cultura para escolas-pólo;
- Capacitação customizada para educadores de Educação Infantil (segmento não-previsto no projeto) nas prefeituras de São Luis, Campinas, Santo André e Porto Alegre;
- Capacitação de 80 educadores do Movimento dos Sem Terra (MST) para atender 2.300 escolas públicas;
- Inclusão de educadores de cursos de extensão e de formação de professores na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Universidade Federal de Sergipe (UFS);
- Capacitação específica para a Rede Educafro que gere 80 cursos pré-vestibulares comunitários na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ);
- Distribuição pela TV Globo de 2 mil kits para escolas do projeto Amigos da Escola;
- Capacitação de educadores de todas as 40 escolas da Fundação Bradesco e de 16 escolas SESI e SENAI no Rio de Janeiro.
Fase 2
Desde o encerramento da fase de implementação do projeto, as entidades parceiras de sua realização vêm recebendo demandas de prefeituras, universidades, ONGs, educadores e pesquisadores interessados no material desenvolvido e na sua metodologia de utilização pedagógica. Por isso, agora, no final de 2008, o projeto entra em sua segunda fase com o objetivo de ampliar a articulação de redes educacionais em grande escala, possibilitando o acesso a conteúdos teóricos e práticos para atingir um grande contingente de educadores, articuladores sociais e gestores públicos.
Novos conteúdos relacionados à História da África serão adicionados aos kits, e a articulação institucional será ampliada, especialmente junto ao Ministério da Educação, ao Ministério da Cultura e à Fundação Cultural Palmares. As ações serão expandidas para mais 30 cidades-pólo, com a capacitação básica das equipes técnicas das secretarias escolares. A meta, até 2010, é capacitar mais 3 mil multiplicadores nas redes de ensino, nas ONGs e Pontos de Cultura locais.
Fonte: http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/seppir/acoes/
Seminário propõe o Combate ao Racismo Institucional
Aconteceu no último dia 15, no Centro de Convenções, o Seminário de Combate ao Racismo Institucional com o objetivo de sensibilizar os servidores públicos municipais da cidade do Salvador, para este problema que ainda é comum, dentro das instituições. Este evento foi produzido pela Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade (Sepromi), Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEDES), a Secretaria Municipal de Economia, Emprego e Renda (SEMPRE), da Secretaria Municipal da Educação e Cultura (SMEC), da Superintendência Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) e da Secretaria Municipal da Administração (SEAD).
A Secretária de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros e o Secretário Municipal da Reparação, Sandro Correia proferiram as palestras de abertura, cujos temas abordados foram, respectivamente: Desigualdades Raciais e de Gênero e Políticas Públicas no Brasil e Caminhos Sustentáveis para uma Cidade Inclusiva. Logo em seguida, ocorreram três palestras: Racismo Institucional e Políticas Afirmativas, palestrada pelo Coordenador de Treinamento da Secretaria Municipal da Fazenda - Dr. Silvio Humberto, O Programa de Combate ao Racismo Institucional na Prefeitura Municipal de Salvador, pelo Dr. Elias Sampaio, Diretor-Presidente da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb)- Dr. Elias Sampaio e o Combate ao Racismo Institucional na Secretaria Municipal da Saúde, palestra ministrada pela Assessora de Promoção da Equidade em Saúde da Prefeitura Municipal do Salvador, Denise Ribeiro.
Ainda pela manhã, o público de 300 participantes, foi dividido em quatro painéis temáticos que ocorreram simultaneamente: Racismo Institucional e Processos Organizacionais – Descobrindo Caminhos, Educação e Relações Étnicos Raciais, Inclusão e Diversidade Racial no mercado de trabalho e Resgate Histórico dos Movimentos Negros no Brasil.
No turno da tarde, os painéis continuaram. No Salão Oxum, Políticas para as Mulheres no Contexto da Cidade do Salvador foi tema do painel. Dados demonstrados na apresentação enfatizaram a relação do desemprego e gênero, inclusive, através da comparação da taxa de desemprego com sexo masculino. Entretanto, esta situação se agrava quando são indicados o percentual referente às soteropolitanas negras. As mulheres brancas são 22, 2% da população soteropolitana desempregada, enquanto que nesta mesma situação, existem 31,3% de mulheres negras.
Segundo a Superintendente Especial de Políticas para as Mulheres do Município do Salvador - Mônica Kalile, políticas públicas para as mulheres existem. “A SPM (Superintendência Especial de Política para as Mulheres) e a Casa Abrigo são exemplos de ações que consagram o universo feminino”. Entretanto, a coordenadora de Políticas para Mulheres de São Sebastião do Passé, Patrícia Ramos, diz que estas políticas existem, mas é necessário que as mulheres fiscalizem e monitorem estas ações. “Não basta ter espaços, pois é necessário que se faça realizar”.
No salão Ogum, o tema do painel foi Resgate Histórico dos Movimentos de Mulheres no Brasil. A Superintendente de Política para as Mulheres da Sepromi, Valdecir Pedreira do Nascimento, comentou sobre a trajetória do Movimento das Mulheres e enfatizou o percurso das mulheres negras dentro do processo de luta contra o preconceito, discriminação racial. Valdecir ainda acrescentou que grande parte das mulheres negras sofre, em tese, uma tripla discriminação, já que pertencem ao “sexo feminino, são negras e pobres”.
Além destes dois painéis, durante o turno vespertino do Seminário, existiram mais dois debates: Políticas Territoriais Inclusivas (Foco na Habitação) e Assistência Social, Equidade Racial e de Gênero.
Ao final da tarde, aconteceu à assinatura do Termo de Compromisso para a Implementação do Projeto de Combate ao Racismo Institucional na Prefeitura. Este Termo propõe a colaboração para o desenvolvimento de uma sociedade igual. Dentre outros, estiveram presentes na mesa para a assinatura, a Secretária Luiza Bairros e o Secretário Sandro Correia. Bairros conceitua o Termo como um método de trabalho para o combate e prevenção do racismo institucional, e diz que se sentiu privilegiada de participar desta ação. O secretário definiu a ação do Termo de Compromisso como “um espaço definidor e estruturante para as relações no cotidiano” e conclui: “Espero que seja apenas o primeiro passo”.
Fonte:
http://www.sepromi.ba.gov.br/modules/news/article.php?storyid=41
A Secretária de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros e o Secretário Municipal da Reparação, Sandro Correia proferiram as palestras de abertura, cujos temas abordados foram, respectivamente: Desigualdades Raciais e de Gênero e Políticas Públicas no Brasil e Caminhos Sustentáveis para uma Cidade Inclusiva. Logo em seguida, ocorreram três palestras: Racismo Institucional e Políticas Afirmativas, palestrada pelo Coordenador de Treinamento da Secretaria Municipal da Fazenda - Dr. Silvio Humberto, O Programa de Combate ao Racismo Institucional na Prefeitura Municipal de Salvador, pelo Dr. Elias Sampaio, Diretor-Presidente da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb)- Dr. Elias Sampaio e o Combate ao Racismo Institucional na Secretaria Municipal da Saúde, palestra ministrada pela Assessora de Promoção da Equidade em Saúde da Prefeitura Municipal do Salvador, Denise Ribeiro.
Ainda pela manhã, o público de 300 participantes, foi dividido em quatro painéis temáticos que ocorreram simultaneamente: Racismo Institucional e Processos Organizacionais – Descobrindo Caminhos, Educação e Relações Étnicos Raciais, Inclusão e Diversidade Racial no mercado de trabalho e Resgate Histórico dos Movimentos Negros no Brasil.
No turno da tarde, os painéis continuaram. No Salão Oxum, Políticas para as Mulheres no Contexto da Cidade do Salvador foi tema do painel. Dados demonstrados na apresentação enfatizaram a relação do desemprego e gênero, inclusive, através da comparação da taxa de desemprego com sexo masculino. Entretanto, esta situação se agrava quando são indicados o percentual referente às soteropolitanas negras. As mulheres brancas são 22, 2% da população soteropolitana desempregada, enquanto que nesta mesma situação, existem 31,3% de mulheres negras.
Segundo a Superintendente Especial de Políticas para as Mulheres do Município do Salvador - Mônica Kalile, políticas públicas para as mulheres existem. “A SPM (Superintendência Especial de Política para as Mulheres) e a Casa Abrigo são exemplos de ações que consagram o universo feminino”. Entretanto, a coordenadora de Políticas para Mulheres de São Sebastião do Passé, Patrícia Ramos, diz que estas políticas existem, mas é necessário que as mulheres fiscalizem e monitorem estas ações. “Não basta ter espaços, pois é necessário que se faça realizar”.
No salão Ogum, o tema do painel foi Resgate Histórico dos Movimentos de Mulheres no Brasil. A Superintendente de Política para as Mulheres da Sepromi, Valdecir Pedreira do Nascimento, comentou sobre a trajetória do Movimento das Mulheres e enfatizou o percurso das mulheres negras dentro do processo de luta contra o preconceito, discriminação racial. Valdecir ainda acrescentou que grande parte das mulheres negras sofre, em tese, uma tripla discriminação, já que pertencem ao “sexo feminino, são negras e pobres”.
Além destes dois painéis, durante o turno vespertino do Seminário, existiram mais dois debates: Políticas Territoriais Inclusivas (Foco na Habitação) e Assistência Social, Equidade Racial e de Gênero.
Ao final da tarde, aconteceu à assinatura do Termo de Compromisso para a Implementação do Projeto de Combate ao Racismo Institucional na Prefeitura. Este Termo propõe a colaboração para o desenvolvimento de uma sociedade igual. Dentre outros, estiveram presentes na mesa para a assinatura, a Secretária Luiza Bairros e o Secretário Sandro Correia. Bairros conceitua o Termo como um método de trabalho para o combate e prevenção do racismo institucional, e diz que se sentiu privilegiada de participar desta ação. O secretário definiu a ação do Termo de Compromisso como “um espaço definidor e estruturante para as relações no cotidiano” e conclui: “Espero que seja apenas o primeiro passo”.
Fonte:
http://www.sepromi.ba.gov.br/modules/news/article.php?storyid=41
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