Projeto de Incentivo à Permanência de Estudantes Cotistas, do Centro de Estudos Afro-Orientais(CEAO/UFBA)

Objetivo Geral
Consolidar o Programa de Ações Afirmativas da UFBA.

Objetivos específicos:
- Ampliar as oportunidades de permanência na universidade para alunos negros, de escola pública e de baixa renda,
estimulando o desenvolvimento de habilidades que serão de fundamental importância durante sua formação acadêmica;
- estimular o conhecimento da história e cultura afro-brasileiras;

As(Os) estudantes freqüentam os mais variados cursos: História, Pedagogia, Farmácia, Engenharia Mecânica, Química, Letras, Administração, Ciências Contábeis, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Secretariado Executivo, Comunicação, Design, etc...

AÇÕES DESENVOLVIDAS

Bolsa-auxílio mensal (R$ 300,00), durante 4(quatro) meses (semestre acadêmico)
Cursos de Inglês, Produção de Textos e de Informática
Oficina Discutindo Inclusão e Cidadania – ciclo de debates com a participação de lideranças de organizações negras e de terapeuta ocupacional (expressão corporal)
Mostra de Cinema da Diáspora – mostra de filmes relacionados à temática étnico-racial.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Brancos são excluídos de formulário de inscrição da UFBA

16.09.2008 - 10h11
Redação CORREIO
A ficha de inscrição para o vestibular 2009 da Universidade Federal da Bahia (UFBA) excluiu a raça branca de seu formulário de inscrição. Aos candidatos que se consideram 'brancos' só restou optar pela categoria 'outras' raças. As únicas opções dispníveis no formulário são: 'preto', 'pardo', 'índio descendente', 'aldeado' - no caso de índios que vivem em aldeias - e 'quilombolas'.
O pró-reitor de Ensino de Graduação da UFBA, Maerbal Marinho, disse ao jornal O Globo que a omissão da raça branca é operacional. Ele afasta a possibilidade de racismo e justifica que a ficha lista apenas as etnias beneficiadas pelo sistema de cotas da universidade, que reserva 45% das vagas para estudantes de escolas públicas, com subcotas para os auto declarados negros e índios.
Na UFBA, os vestibulandos concorrem automaticamente pelo sistema de cotas. Basta apenas assinalar uma das cinco opções beneficiadas pela política de cotas na inscrição via internet.
Segundo O Globo, a ausência da opção para os 'brancos' provocou reações tanto de militantes negros e quanto de candidatos, que temem que a medida seja interpretada como racismo às avessas.
Duas universidades públicas baianas, UFBA e UNEB (Universidade do Estado da Bahia) reservam 45% das vagas para estudantes oriundos da rede pública de ensino. Esse percentual está dividido por etnias.
Fonte:
http://www.correiodabahia.com.br/noticias/noticia.asp?codigo=2859&mdl=50

Cota para negros em universidade pública é bem aceita, indica pesquisa

25/09/2008 - 11:15
Com a Agência Brasil
Em vigor há cinco anos, as cotas para alunos negros nas universidades públicas não acirraram nenhum tipo de relação social no ambiente acadêmico. Nas universidades nas quais existem ações afirmativas, 62% dos alunos aprovam a medida e acham que a universidade esta até mais "cordial" que a própria sociedade.
A avaliação foi apresentada na última quarta-feira (24/09) no Monitoramento das Políticas de Ação Afirmativa, divulgado pela Pontifica Universidade Católica (PUC) Rio. Cerca de 2,5 mil alunos de diversas etnias foram ouvidos em dez universidades públicas do país que adotam algum tipo de ação afirmativa como as cotas.
Segundo o levantamento, a maior parte dos alunos entrevistados avaliou como boa a relação entre os colegas oriundos de ações afirmativas (57,5%), com os outros alunos, em geral, (60,4%), com professores (67%) e funcionários da escola (64,4%).

As opiniões ficaram divididas quando a pergunta era sobre o tratamento dado a negros e brancos na universidade. Cerca de 40% respondeu que às vezes existe tratamento diferenciado e outros 43,6% contaram que nunca ou quase nunca há desigualdade.
A divergência, no entanto, apareceu quando os alunos foram perguntados sobre as formas como negros e brancos são tratados na sociedade. A maior parte (46,7%) disse que sempre ou quase sempre há diferenciação e outros 47,6 % informaram que isso ocorre às vezes.
Para uma das coordenadoras da pesquisa, a antropóloga Elielma Machado, o monitoramento esclarece que os alunos percebem mais racismo fora do que dentro das faculdades.
"Eles tendem a ver mais (racismo) na sociedade que na faculdade. Em outras pesquisas também vimos que os casos mais comuns de racismo acontecem em comércio, shoppings ou mesmo na rua. Realmente, na universidade não aparecem tantas queixas de racismo" afirmou.
Fonte:
http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/seppir/noticias/ultimas_noticias/pesquisa_cotas_pucrj/

Com 49,7%, pretos e pardos superam brancos

19/9/2008 - Brasil - O Estado de S. Paulo
A parcela da população que se declarou preta ou parda superou o total de autodeclarados brancos no País em 2007, revela o IBGE. Doutor em História e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Manolo Florentino avalia que o resultado está relacionado a recentes políticas públicas, como a criação de cotas para negros em universidades.
"Pode ter outros fatores, mas é óbvio que essas políticas têm levado a um aumento das declarações de negros, sejam elas fictícias ou não." Ele também cita o acesso à terra por declarados remanescentes de quilombos. Para Manolo, a cor, no Brasil, continua sendo questão de posição social. "Não sei se isso é bom ou ruim, pois as identidades têm grande parcela de ficção, estão voltadas para uma demanda de inclusão social", diz. "Antes, sempre ocorreu tendência de embranquecimento. Muitas pessoas estão buscando um meio de ascender socialmente." Mas o professor também aponta como fator o movimento de afirmação da negritude iniciado na década de 70 no Ocidente, e avalia como muito importante o aumento da auto-estima gerado pela valorização da cultura negra.

A população de autodeclarados pretos e pardos chegou a 49,7% em 2007, ante 49,4% de brancos. Em relação a 2006, houve redução de 0,3 ponto porcentual entre os que se declararam brancos. Já os pretos aumentaram sua participação em 0,5 ponto porcentual (de 6,9% para 7,4%), e a dos pardos passou de 42,6% para 42,3%. Somando-se pretos e pardos, houve aumento de 0,2 ponto porcentual.
Fundador da rede de pré-vestibulares Educafro, o frei David Santos comemorou o resultado. Para ele, a discussão sobre cotas mudou a percepção que muitas pessoas negras tinham sobre sua cor. "Antes, ser negro era algo depreciativo, as pessoas tinham vergonha, e grande parte ainda tem", disse. Hoje com 56 anos, ele conta que, no seu caso, a "ficha só caiu" depois de ter sido vítima de racismo. "Só me assumi como negro com 22 anos. Antes, tinha plena consciência de que era branco queimado de praia." Para David, com a criação de cotas, "pela primeira vez os negros passaram a ter benefícios". "Não tenho dúvida de que o Brasil sempre teve população majoritariamente preta e parda, que não se assumia." Ele afirma que o resultado servirá para "exigir mais políticas públicas com cortes étnicos".
A mudança ocorre no momento em que o IBGE estuda a possibilidade de mudar o atual sistema de classificação de cor. Manolo lembra que outras tentativas, na década de 90, não deram certo.
Fonte:
http://www.lpp-uerj.net/olped/acoesafirmativas/exibir_noticias.asp?codnoticias=28911

Ciclo de debates sobre empreendedorismo negro, dia 2 de outubro, na Esplanada dos Ministérios

No âmbito da VIII Semana de Extensão da Universidade de Brasília (UnB), acontece na próxima quinta-feira (2/10) o ciclo de debates EMPREENDEDORISMO AFRO-BRASILEIRO. O evento será realizado das 14h às 18h, no auditório do Bloco A da Esplanada dos Ministérios, onde funciona a SEPPIR. O objetivo é debater as atuais condições para o empreendedorismo de negros no Brasil, além de estratégias para enfrentar os obstáculos, experiências de sucesso e o estímulo à formação de redes de apoio.
A atividade é gratuita e serão aceitas inscrições no próprio local, com certificados de participação emitidos pelo Decanato de Extensão da UnB. Contatos pelos telefones 3307-2612, ramal 30 (Juliana) ou 8136-4210 (Jaques).
Programação:
14h – Empreendedorismo afro-brasileiro: Qual é o diferencial?
Debatedores: João Batista de Almeida Sérgio (CDDN-DF), João Bosco de Oliveira Borba (ANCEABRA), Edson Lopes Cardoso (Irohin) e Mário Nelson Carvalho (ANCEABRA).
15h30 – Cultura afro-brasileira e mercado de trabalho
Debatedores: Maria das Graças Santos (Afro Nzinga), João Bosco de Oliveira Monteiro (Espaço 35), Adriana Lopes dos Santos Prado (UnB) e Flávia Helena Portela de Carvalho (Cara e Cultura Negra).
17h – Mídia negra: Midia de negros?
Debatedores: Michael Laiso Felix (Tribuna Afro-Brasileira), Roberto Rodrigues (COJIRA) e Sionei Ricardo Leão (COJIRA).
Fonte:
http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/seppir/noticias/ultimas_noticias/emprend_negr_unb/

Salvador cria selo racial para empresas.

http://www.pautasocial.com.br/pauta.asp?idPauta=22186

Ações afirmativas se multiplicam pelo país.

http://www.secom.unb.br/unbnoticias/un0908-p13.htm

Do embate à aceitação

http://www.secom.unb.br/unbnoticias/un0908-p12.htm